Em Rondônia, delegado é inocentado de acusação de tortura com Ponta de cigarro

A justiça rondoniense inocentou o delegado de polícia Júlio César de Souza Ferreira de uma acusação de tortura feita em 4 de julho de 2017 por um jovem então com 19 anos que tinha acabado de matar uma mulher,  Maria Tereza Gomes Felício, de 44 anos,  com requintes de crueldade,  a golpes de canivete, no município de Mirante da Serra,  na região de Ouro Preto do Oeste, em crime ocorrido no dia 30 de Julho daquele ano.

O delegado não sofreu processo, mas a falsa denúncia foi investigada pela justiça.

Leandro Benedito Carlos da Silva, conhecido pela alcunha de “Ratinho “, natural da região de Alvorada do Oeste,  acusou aleatoriamente que o delegado o havia queimado com uma ponta de cigarro,  uma acusação suspeita tendo em vista que sua prisão foi efetuada pela Polícia Militar e não pelo delegado.

Após mais de dois anos de investigação e de constrangimento moral ao delegado,  o Juiz Rogério Montai de Lima, titular da1° Vara Criminal da Comarca inocentou o delegado e imputou ao denunciante a pena de 2 anos,  04 meses e 21 dias de prisão pelos crimes de denunciação caluniosa, imputação de fato criminoso a policiais e acusação falsa. Ficou provado que o preso mentiu, que não houve agressão contra ele por parte do delegado ou de nenhum policial.

Durante dois anos, o delegado Júlio César viveu sob pressão psicológica diante de uma acusação que sabia não ter cometido.  A situação pela qual o delegado passou é comum no meio policial.  Geralmente os presos fazem acusações de tortura física e psicológica  sem fundamento,  apenas para confundir  a justiça e tentar prejudicar o profissional.

ENTENDA O CASO

Jovem matou a mulher e acusou delegado de tortura-lo na audiência de custódia

À época,  o delegado Júlio César trabalhava na Delegacia de Ouro Preto do Oeste e era responsável pela delegacia de Mirante da Serra,  e dividia seu tempo de trabalho entre as duas cidades.

Depois de preso e trazido para Ouro Preto, o preso foi encaminhado para a audiência e perante o juiz ele declarou que o delegado Júlio César,  fazendo uso de um cigarro o teria lesionado na região dos joelhos.

As declarações de Leandro Benedito culminaram na instauração de um procedimento extrajudicial na promotoria de justiça (n.2017001010015632), visando apurar a veracidade dos fatos.

Ao final da apuração,o conjunto probatório carreado nos autos demonstra que Leandro deu causa a instauração de procedimento investigativo para apurar suporto crime em desfavor ao delegado de polícia Júlio César,no intuito de prejudicá-lo,uma vez que o delegado foi o responsável pela investigação do crime de homicídio praticado por Leandro contra a vítima Maria Tereza Gomes Felício.

Leandro Benedito também foi denunciado pelo ministério público,por infração ao disposto no artigo 339,caput,do código penal,sob a acusação de ter,no dia 24 de Julho de 2017,durante a audiência de custódia,o acusado deu causa à instauração de procedimento extrajudicial,iniciado na promotoria de justiça,imputando crime a autoridade policial Júlio César de Souza Ferreira,sabendo ser este inocente.

Segundo apurado,o acusado ora preso em flagrante delito,sendo encaminhado para audiência de custódia perante a autoridade judicial,ocasião em que narrou à magistrada que o delegado Júlio César fazendo uso de um cigarro o teria lesionado na região dos joelhos. Ao término da investigação administrativa apurou -se não ter ocorrido a prática de nenhum fato delituoso por parte do delegado Júlio César,sendo certo que o acusado inventou as agressões em uma tentativa falha de responsabilizar criminalmente a Autoridade Policial.

FONTE  : Correio Central

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